sábado, 28 de junho de 2014

Reflexão do texto Modelos dos Modelos com o AEE

O Senhor Palomar, personagem do texto Modelos dos Modelos, do autor Ítalo Calvino, construiu em sua mente modelos perfeitos que se ajustassem e funcionasse perfeitamente. Em meio aos seus pensamentos ele pode ver linhas e formas destorcidas que o levou a pensar nas mais variadas formas de modelos, dando outro sentido a sua imaginação, pois a vida não teria sentido se não houvesse as diferenças para diversificar o mundo e torna-lo desafiador, para que pudéssemos testar as nossas capacidades e dificuldades.

No entanto, o AEE se caracteriza no atendimento das diferenças trabalhando as deficiências, valorizando e oportunizando cada individuo a superar suas barreiras e ultrapassar seus limites. Para isso, o professor do AEE elabora planejamentos e atividades que atendam as necessidades de cada aluno, desenvolve recursos, estratégias pedagógicas, utiliza-se de serviços que envolvem profissionais da saúde, família, comunidade e escola com o objetivo de promover a frequência, permanência, aprendizado e autonomia dos alunos com deficiência, visando à inclusão de todos nos espaços e nas atividades escolares, para que desse modo o aprendizado desenvolva de forma significativa.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Comunicação Alternativa

Público-alvo: alunos com Transtorno do Expecto Autista
Idade: 10 anos
Local da utilização: sala de aula regular e sala de AEE

Funcionalidade da prancha de comunicação

O professor do AEE irá confeccionar a prancha de comunicação com vários símbolos gráficos que representam mensagens. Os símbolos deverão ser escolhidos considerando as necessidades comunicativas do aluno e poderão ser utilizadas tanto na sala do AEE, quanto na sala regular, pois irá possibilitar um canal de comunicação entre o aluno com TEA, colegas de sala, professores, funcionários e pessoas do seu convívio. De acordo com a necessidade, a prancha poderá evoluir para pranchas maiores com outros símbolos no intuito de ampliar a comunicação do aluno com TEA e os demais alunos impossibilitados de se expressar por meio da fala. 


Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso). (Fonte: http://www.assistiva.com.br/ca.html)


Uma coleção de símbolos para sinalização da escola foram criados para serem fixados sobre a porta destes ambientes: "sala de aula", "banheiro", "biblioteca", "cozinha", "direção", "informática", "sala de química", "sala de artes", ginásio", "recreio". (Fonte: http://www.assistiva.com.br/ca.html)

sábado, 19 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla

          A deficiência múltipla é caracterizada por duas ou mais deficiências ligada à deficiência física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. O que define a deficiência múltipla não é a somatória dessa deficiência, mas o nível de desenvolvimento do individuo, sua capacidade de comunicação interação social e de aprendizagem é que irão mostrar suas reais necessidades e capacidades educacionais. “Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial, aquela que apresenta deficiência visual e auditiva, associada a outras condições de comportamento, sejam elas na área física, intelectual, emocional e dificuldade de aprendizagem”. (MEC/SEESP). A surdocegueira é uma deficiência única, na qual o indivíduo tem deficiência visual e auditiva, que pode ser de origem genética ou adquirida. A percepção do mundo da pessoa com surdocegueira ocorre por meio do tato, olfato, paladar, cenestésico, proprioceptivo e vestibular. A surdocegueira está subdivida em quatro categorias: indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos; indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos; indivíduos que se tornaram surdos cegos; indivíduos que nasceram ou adquiriram sudocegueira precocemente, ou seja, não tiveram oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas, ou cognitivas, nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.
         Sabemos que o nosso corpo nos conecta com o mundo e nos faz perceber tudo o que nos rodeia, portanto para pessoas com surdocegueira e deficiência múltipla o corpo é fundamental para que ela possa perceber a si mesma e o mundo ao seu redor, para isso é primordial buscar a sua verticalidade, o equilíbrio postural e movimentos, o aperfeiçoamento das coordenações viso motora global e fina e o desenvolvimento da força muscular.
        O aluno com surdocegueira necessita de atividades de aprendizagem que permitam o uso dos diferentes sentidos. É necessário que os recursos e materiais de baixa ou alta tecnologia estejam ajustados a suas reais necessidades para garantir a sua autonomia durante o seu processo de aprendizagem. É primordial que a pessoa com surdocegueira e deficiência múltipla seja motivada a interagir com outras pessoas para que ela possa aumentar e adquirir novas possibilidades de comunicação, respeitando a individualidade e dignidade de cada aluno, também é necessário a presença de um mediador para mediar a sua comunicação e sua interação como meio. O mediador também pode ampliar o conhecimento do mundo do aluno para garantir a sua autonomia e independência.   

sexta-feira, 14 de março de 2014

A Educação de Pessoas com Surdez

A Educação Especial vem passando por transformações que se caracterizam na integração das pessoas com surdez nas escolas comuns e numa perspectiva inclusiva, pelo redimensionamento das práticas pedagógicas que possibilitem novas práticas educacionais que assegure aos alunos com surdez uma nova postura para o ensino e que ofereçam condições necessárias para que o aluno alcance o sucesso na escola comum, superando as dificuldades preferencialmente no uso da Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, isto é, a proposta de educação bilíngue com o acompanhamento do Atendimento Educacional Especializado para os alunos com surdez.
            Sabemos que a Política Educacional Especial passa por uma trajetória de mudanças necessárias para superação das barreiras no ensino dos alunos com surdez, para que esses possam ter os seus direitos adquiridos nas escolas comuns, e o direito às práticas pedagógicas favoráveis ao desenvolvimento cognitivo e social.

Por mais as políticas estejam definidas, muitas questões e desafios ainda estão para ser discutidos, muitas propostas, principalmente no espaço escolar, precisam ser revistos e algumas tomadas de posições e bases epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente , as práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentem  caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez (DAMÁZIO, 2010, p. 42)

O problema da educação escolar para surdos precisa ser revista com urgência, tanto no redimensionamento das práticas, quanto na garantia do acesso das duas línguas: Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, mas sabemos que a aquisição da língua dos sinais por se só não é suficiente para garantir uma aprendizagem significativa, porém o meio em que a pessoa com surdez está inserida, principalmente o escolar, pode estabelecer condições favoráveis ao desenvolvimento cognitivo e social de acordo com o potencial da pessoa com surdez para que haja uma melhor interação com o ambiente e com os alunos da sala comum. Segundo DAMÁZIO (2010, p. 48) “é preciso construir um campo de comunicação e interação amplo possibilitando que as línguas tenham o seu lugar de destaque, mas que não sejam o centro de tudo o que acontece nesse processo.”
            O AEE tem contribuído muito para superação das barreiras que interfere no desenvolvimento e aprendizagem das pessoas com surdez e deve ser visto como um ambiente de construção e reconstrução do conhecimento, atendendo as necessidades educacionais especiais do indivíduo e assegurando a aprendizagem significativa por meio de práticas, recursos e materiais pedagógicos que colaborem com o processo de escolarização do aluno com surdez. Sendo assim, a organização didática do AEE PS é elaborada de forma que atenda os três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras; Atendimento educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita; Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras. Deve está inserido nesse plano o ambiente comunicacional das duas línguas com interação ativa dos alunos com surdez que possa proporcionar uma aprendizagem satisfatória.


DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paulo. Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão. Brasília: jan-jul, 2010.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Audiodescrição

"A audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. O recurso consiste na tradução de imagens em palavras. É, portanto, também definido como um modo de tradução audiovisual intersemiótico, onde o signo visual é transposto para o signo verbal. Essa transposição caracteriza-se pela descrição objetiva de imagens que, paralelamente e em conjunto com as falas originais, permite a compreensão integral da narrativa audiovisual. Como o próprio nome diz, um conteúdo audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que se completam. A audiodescrição vem então preencher uma lacuna para o público deficiente visual."
                                                                                                                         (Eliana Franco – UFBA)


Foto colorida e horizontal destaca, ao centro, da canela para baixo, uma perna esquerda masculina pintada de roxo, com o pé plantado no chão, e a direita pintada de vermelho e cruzada sobre a esquerda. Ao fundo, imensas, duas flores de cinco pétalas vermelhas e miolo amarelo vivo, com cinco filetes alaranjados na base e marrons na ponta. À direita, tocando a planta do pé vermelho, uma pequena flor de seis pétalas longas, toda amarela. Por trás das pernas e das flores, ampliado e desfocado, parte dos contornos de pétalas e botões de flores arredondados, roxo-azulados.